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Solução Situação-problema 29

Autor(es):
• RV (Manaus / AM)
Situação Problema 29

Júlia Mendes, uma estudante de 15 anos do 1º ano do Ensino Médio, residente do município de Bom Jardim, aprendeu sobre a importância da coleta seletiva e a necessidade de separar corretamente o lixo para promover a reciclagem e a sustentabilidade ambiental. Ela observou que no município não há um programa estruturado de separação e reciclagem de resíduos e que o lixo fica acumulado nas ruas e terrenos baldios contribuindo para a proliferação de vetores de doenças, além de poluir rios e áreas verdes da cidade.

O município possui diversos problemas estruturais que agravam o problema: i) a administração local nunca implementou um plano estruturado para a separação e reciclagem de resíduos; ii) as ruas e escolas não possuem recipientes adequados para a separação de lixo reciclável e orgânico; iii) a população e as escolas não são adequadamente informadas sobre a importância da separação e reciclagem de resíduos; iv) não há parcerias ou contratos com empresas especializadas em coleta seletiva e reciclagem; v) a prefeitura não aloca recursos suficientes para desenvolver e manter um sistema de coleta seletiva. Percebendo que a escola não estava realizando a separação adequada do lixo, Júlia denunciou a situação à ouvidoria da Secretaria de Educação. Agora, a escola precisa implementar um sistema de coleta seletiva adequado e buscar parceiros para viabilizar essa mudança.

Diante dessa situação, de que maneira a escola, em parceria com agentes externos, pode implementar e manter um sistema de coleta seletiva eficaz, promovendo a conscientização e a sustentabilidade ambiental entre os estudantes e a comunidade de Bom Jardim?

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APARECIDA

APARECIDA, SECRETÁRIA DE SAÚDE

📝
CARLA

CARLA, DIRETORA DO INSTITUTO DE INCLUSÃO EDUCACIONAL

📝
ANTÔNIA

ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRAS

📝
ANTÔNIO CARLOS

ANTÔNIO CARLOS, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES

📝
AFONSO

AFONSO, MEMBRO DO INSTITUTO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO ESCOLAR

📝
CENTRO COMUNITÁRIO

CENTRO COMUNITÁRIO

📝
CARTA CORINGA - EQUIPAMENTO

CARTA CORINGA - EQUIPAMENTO

📝
CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)

CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)

📝
CAMPO DE FUTEBOL

CAMPO DE FUTEBOL

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BANCO FINANCEIRO

BANCO FINANCEIRO

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Rede intersetorial construída

Agentes

  • APARECIDA, SECRETÁRIA DE SAÚDE
    APARECIDA, SECRETÁRIA DE SAÚDE
    Observações

    Atua na vigilância epidemiológica. O texto menciona a proliferação de vetores de doenças devido ao lixo acumulado.

    Ação na Teia: Fornece os dados técnicos que justificam a urgência da política de resíduos como uma questão de saúde pública, ajudando a escola a sensibilizar a comunidade sobre os riscos de doenças como dengue ou leptospirose.

  • CARLA, DIRETORA DO INSTITUTO DE INCLUSÃO EDUCACIONAL
    CARLA, DIRETORA DO INSTITUTO DE INCLUSÃO EDUCACIONAL
    Observações

    Sua função é transformar a escola de Júlia em um "projeto piloto". Ela deve garantir que a educação ambiental não seja apenas teórica, mas prática, instalando os coletores e treinando os funcionários (a "burocracia de nível de rua").

  • ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRAS
    ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRAS
    Observações

    Papel: Mobilização do território. O lixo nos terrenos baldios afeta a qualidade de vida das famílias locais.

    Ação na Teia: O CRAS pode auxiliar na mobilização das famílias dos alunos para que a prática da coleta seletiva se estenda para além dos muros da escola, alcançando as residências e mudando o comportamento da comunidade de Bom Jardim.

  • ANTÔNIO CARLOS, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES
    ANTÔNIO CARLOS, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES
    Observações

    Baseia-se na Teoria da Ação Coletiva. A APM gera pressão social e vigilância mútua, transformando o benefício individual (minha rua limpa) em um esforço coletivo. Papel na Teia:

    Mobilização e Engajamento: Realizar reuniões de bairro para convencer as famílias a aderirem ao protocolo iniciado pela Júlia.

  • AFONSO, MEMBRO DO INSTITUTO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO ESCOLAR
    AFONSO, MEMBRO DO INSTITUTO DE ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO ESCOLAR
    Observações

    Júlia quer implementar a coleta seletiva, o equipamento (lixeiras) e a comunicação (cartazes) precisam ser acessíveis a estudantes com deficiência (física, visual ou intelectual), garantindo que a política ambiental seja inclusiva.
    Papel na Teia:

    Consultoria Técnica: Orientar a Secretaria de Obras e a Escola na instalação de lixeiras em alturas e formatos acessíveis (para cadeirantes ou alunos de baixa estatura).

    Comunicação Inclusiva: Auxiliar a Secretaria de Educação a criar materiais pedagógicos em Braille, Libras ou com pictogramas simples para que alunos com deficiência intelectual também protagonizem a reciclagem.

Equipamentos

  • CENTRO COMUNITÁRIO
    CENTRO COMUNITÁRIO
    Observações

    Justificação: É o espaço físico de articulação territorial. Como a Júlia identificou que o lixo se acumula em terrenos baldios, a solução não pode ficar restrita ao prédio da escola.

    Papel na Teia: Serve como sede para as oficinas de capacitação da comunidade (organizadas pelo CRAS e pela Cooperativa) e como ponto de reunião da Associação de Pais e Mestres (APM). É onde a "vontade política" da vizinhança se organiza.

  • CARTA CORINGA - EQUIPAMENTO
    CARTA CORINGA - EQUIPAMENTO
    Observações

    Galpão de Triagem como hub logístico e op.

    Justificação: O caso relata que não há recipientes adequados e o lixo é acumulado incorretamente. O Ecoponto é o equipamento de infraestrutura que resolve o problema do "depósito intermediário".

    Papel na Teia: É o local técnico onde o lixo recolhido na escola e nos centros comunitários é pesado, separado e armazenado antes de ser vendido ou processado pela cooperativa. Sem um galpão ou ecoponto, a rede de coleta seletiva "trava" por falta de espaço físico adequado, gerando novos focos de lixo (vetores de doenças).

  • CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)
    CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)
    Observações

    Justificação: Conforme os conceitos de "Burocracia de Nível de Rua" (Lipsky), os técnicos do CRAS são quem melhor conhecem a vulnerabilidade das famílias locais. O lixo acumulado é também um problema de desigualdade social.

    Papel na Teia: Funciona como a "porta de entrada" para as famílias que podem se beneficiar economicamente da reciclagem, além de mobilizar os moradores para que a coleta seletiva seja respeitada fora dos muros da escola.

  • CAMPO DE FUTEBOL
    CAMPO DE FUTEBOL
    Observações

    Justificação: São locais de alta visibilidade e fluxo de pessoas. No desenho de políticas públicas, aproveitar espaços que a população já utiliza naturalmente aumenta a adesão.

    Papel na Teia: Podem ser transformados em pontos de entrega voluntária (PEVs) com recipientes adequados. Instalar lixeiras de coleta seletiva nesses locais educa pelo exemplo: o lazer e o esporte passam a estar associados à preservação ambiental.

  • BANCO FINANCEIRO
    BANCO FINANCEIRO
    Observações

    Justificação: Sob a ótica da governança orçamentária e financeira, qualquer política pública precisa de fluxo de caixa e mecanismos de fomento.

    Papel na Teia: O banco (especialmente se for um banco público) pode oferecer linhas de crédito para a compra de equipamentos para a cooperativa de catadores ou gerir os recursos provenientes de emendas parlamentares destinadas ao projeto de reciclagem de Bom Jardim.

Rede de Atores e Papéis

Aparecida (Saúde): Atua como indutora política. No Centro Esportivo, utiliza dados epidemiológicos sobre doenças causadas pelo lixo para pressionar a prefeitura. Ao transformar resíduos em \"custo de saúde\", ela garante a prioridade orçamentária no PPA.

Carla (Inclusão Educacional): Atua na Escola, garantindo que a educação ambiental seja uma prática transversal e não apenas teoria. Ela capacita os professores para que a triagem dos resíduos faça parte da rotina pedagógica inclusiva.

Antônia (CRAS): Lidera a mobilização no Centro Comunitário. O seu papel é conectar as famílias vulneráveis à zeladoria do bairro, transformando a limpeza urbana numa estratégia de proteção social e pertença comunitária.

Antonio Carlos (APM): Garante a sustentabilidade social. Ele assegura que o hábito iniciado na escola seja replicado nas casas. A APM também fiscaliza a logística municipal, garantindo que o esforço coletivo não seja perdido por falhas na recolha.

Afonso (Acessibilidade): Projetista técnico. Garante que o Ecoponto (Coringa) e os pontos de entrega tenham design universal. O seu papel é assegurar que idosos e pessoas com deficiência participem da recolha seletiva sem barreiras físicas.

Protocolo de Implementação

Pactuação: Aparecida apresenta o diagnóstico de risco sanitário, unindo as secretarias em torno de uma meta comum de redução de doenças.

Desenho: Afonso e Carla projetam infraestrutura e materiais educativos acessíveis, evitando pontos de veto técnico e exclusão social.

Engajamento: Antônia e Antonio Carlos mobilizam o território no Centro Comunitário. O Banco entra na rede para gerir incentivos financeiros (moeda verde) para a comunidade escolar, combatendo o desinteresse.

Operação: Os resíduos da Escola e do Campo de Futebol seguem para o Ecoponto. A sustentabilidade é garantida pela venda do material, cujo lucro é revertido para melhorias na própria rede de Bom Jardim.
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