Solução Situação-problema 25
Emanuel é um jovem de 17 anos que cumpre medida socioeducativa em um centro de internação, após ter se envolvido em atividades ilícitas. Parte da sua recuperação envolve a realização de trabalho remunerado em empresas parceiras do centro. No entanto, essa exigência tem limitado significativamente seu tempo e energia para se dedicar aos estudos, resultando em baixo desempenho e frustração pessoal.
A jornada de trabalho, embora seja uma oportunidade de aprendizado e renda, consome a maior parte do dia de Emanuel, deixando pouco tempo para suas atividades escolares. Além disso, o esforço físico exigido no trabalho, aliado à pressão de ter que estudar, gera um nível elevado de cansaço, o que impacta sua capacidade de foco e aprendizagem.
Emanuel, tem dificuldade em acompanhar o conteúdo das aulas e suas notas caíram. Isso contribui para sua percepção de fracasso e desânimo em relação aos estudos.
Como a escola pode colaborar com agentes intersetoriais, para desenvolver estratégias que apoiem Emanuel na conciliação entre seu trabalho remunerado e os estudos, garantindo que ele tenha tempo e recursos suficientes para sua educação?


ALESSANDRO MATEUS, SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

ANA PAULA, COORDENADORA DA ONG CAMINHOS DO SABER

ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRAS

CASSIANO, EMPRESÁRIO LOCAL DE REDES DE SUPERMERCADO

JOÃO VÍTOR, DIRETOR DO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO SENAI

THAIS, <!-- wp:paragraph --> <p>PSICÓLOGA DA REDE DE PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE</p> <!-- /wp:paragraph -->

RODRIGO SANTOS, PROMOTOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO

ESCOLA

CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)

CONSELHO TUTELAR

DEFENSORIA PÚBLICA

CARTA CORINGA - EQUIPAMENTO
Rede intersetorial construída
Agentes
-
ALESSANDRO MATEUS, SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIALObservaçõesPode ser o responsável por coordenar a articulação intersetorial entre assistência social, educação e sistema socioeducativo, garantindo suporte à família, acesso a benefícios sociais e acompanhamento integrado da trajetória do adolescente. A governança colaborativa não prescinde de coordenação.
-
ANA PAULA, COORDENADORA DA ONG CAMINHOS DO SABERObservaçõesAqui tá uma chave importante de apoio as dificuldades enfrentadas em sala de aula. Oferecer apoio pedagógico, atividades socioeducativas e acompanhamento individualizado, contribuindo para redução da defasagem escolar e fortalecimento da autoestima e do projeto de vida do adolescente.
-
ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRASObservaçõesA complexidade do caso necessita de uma visão integral das vulnerabilidades familiares e comunitárias. Realizar acompanhamento familiar e territorial, identificando vulnerabilidades sociais, fortalecendo vínculos familiares e apoiando a permanência escolar e a conciliação entre estudo e trabalho. Aqui é também porta de entrada de benefícios sociais possíveis que apoiarão socioeducando e família.
-
CASSIANO, EMPRESÁRIO LOCAL DE REDES DE SUPERMERCADOObservaçõesAqui o papel é a sensibilidade do mercado de trabalho: flexibilizar jornada, adaptar rotina do aprendiz e garantir ambiente de trabalho protetivo, pois o trabalho não pode competir com o direito à educação.
-
JOÃO VÍTOR, DIRETOR DO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO SENAIObservaçõesProvável mediadora trabalho e escola. Pode atuar na construção de trajetórias formativas integradas entre educação básica e qualificação profissional, adaptando horários, metodologias e percursos de aprendizagem às necessidades do adolescente em cumprimento de medida socioeducativa. Também pode contribuir para formação cidadã, desenvolvimento de competências profissionais e fortalecimento da permanência escolar e da inserção protegida no mundo do trabalho.
-
THAIS, <!-- wp:paragraph --> <p>PSICÓLOGA DA REDE DE PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE</p> <!-- /wp:paragraph -->ObservaçõesOferecer acompanhamento psicossocial ao adolescente, auxiliando na elaboração emocional das experiências de violência, exclusão e sobrecarga institucional. Também pode apoiar a construção do projeto de vida, fortalecer vínculos e contribuir para estratégias intersetoriais de permanência escolar e desenvolvimento integral.
-
RODRIGO SANTOS, PROMOTOR DO MINISTÉRIO PÚBLICOObservaçõesAtuar no acompanhamento e fiscalização da garantia dos direitos do adolescente, promovendo articulação institucional e cobrando do poder público políticas integradas que assegurem educação, profissionalização e proteção integral durante o cumprimento da medida socioeducativa.
Equipamentos
-
ESCOLAObservaçõesA escola deve atuar como espaço de acolhimento, permanência e reconstrução da trajetória educacional do adolescente, articulando-se com os demais serviços da rede para flexibilizar estratégias pedagógicas e garantir o direito à educação
-
CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)ObservaçõesO CRAS contribui no acompanhamento familiar e territorial, fortalecendo vínculos, identificando vulnerabilidades sociais e articulando acesso a benefícios e serviços que favoreçam a permanência escolar e o desenvolvimento do adolescente.
-
CONSELHO TUTELARObservaçõesConselho Tutelar pode atuar na proteção integral e na articulação da rede de atendimento, contribuindo para garantir acesso e permanência do adolescente nos serviços de educação, assistência e proteção social.
-
DEFENSORIA PÚBLICAObservaçõesDefensoria Pública atua na proteção e garantia dos direitos do adolescente, acompanhando possíveis violações relacionadas à educação, profissionalização e cumprimento adequado da medida socioeducativa.
-
CARTA CORINGA - EQUIPAMENTOObservaçõesParece faltar um espaço de articulação entre escola, socioeducação, assistência social, saúde e formação profissional, voltado ao acompanhamento integrado da trajetória dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa.
Essa rede caracteriza-se como uma articulação colaborativa, integrada e centrada na proteção integral do adolescente, reconhecendo que problemas complexos não podem ser enfrentados por uma única instituição. A atuação conjunta permite construir respostas mais humanas, contínuas e efetivas, considerando as necessidades sociais, emocionais, educacionais e profissionais de Emanuel. Uma rede voltada à garantia de direitos, fortalecimento de vínculos e promoção da inclusão social, escolar e profissional.
Utilizei ainda as cartas coringa para complementar a rede intersetorial. A carta coringa de agente foi pensada como um articulador de trajetória, responsável por integrar serviços, promover diálogo entre os atores e acompanhar continuamente o percurso do adolescente, evitando a fragmentação do atendimento. Já a carta coringa de equipamento foi concebida como um núcleo intersetorial de acompanhamento de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, funcionando como espaço de escuta, planejamento conjunto e construção de estratégias integradas entre educação, assistência social e formação profissional.