Solução Situação-problema 10
Rafael é um estudante de 16 anos que frequenta o 2º ano do ensino médio na Escola Pública Estadual Nova Geração. Em um episódio recente, ele agrediu fisicamente seu professor de história após ser chamado à atenção por conversar excessivamente durante a aula.
O estudante ao longo do último semestre, começou a demonstrar comportamentos problemáticos, como desinteresse nas aulas e conversas excessivas com colegas. O professor, ao tentar manter a disciplina, chamou Rafael à atenção, o que desencadeou uma reação violenta. Ele foi suspenso por uma semana, e o incidente gerou uma discussão sobre a necessidade de medidas disciplinares mais eficazes. Além disso, a relação entre Rafael e o professor se deteriorou, levando a um ambiente tenso e desconfortável em sala de aula. A situação gerou um clima de medo entre os outros alunos, que se sentiram inseguros em relação à possibilidade de conflitos semelhantes.
O estudante vem de um lar onde conflitos são comuns, e a comunicação é frequentemente marcada por gritos e desentendimentos. Isso pode ter influenciado seu modo de lidar com situações estressantes na escola.
Como a escola, em colaboração com agentes intersetoriais, pode desenvolver estratégias eficazes para apoiar Rafael no controle de suas emoções e na resolução pacífica de conflitos, visando prevenir comportamentos agressivos e promover um ambiente escolar mais seguro?


ÉRICA, SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO

APARECIDA, SECRETÁRIA DE SAÚDE

ALESSANDRO MATEUS, SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRAS

CARLA, DIRETORA DO INSTITUTO DE INCLUSÃO EDUCACIONAL

FERNANDA SANTOS, PSICÓLOGA DO CRAS

ALINE, SECRETÁRIA DE CULTURA

ESCOLA

CONSELHO TUTELAR

CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)

CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS)

CAMPO DE FUTEBOL
Rede intersetorial construída
Agentes
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ÉRICA, SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃOObservaçõesApoio técnico à gestão escolar, orientando sobre a aplicação adequada do regimento interno e das normas disciplinares, assegurando que as medidas adotadas tenham caráter educativo e não apenas punitivo. Isso contribui para que a resposta ao episódio de agressão seja proporcional, pedagógica e alinhada às diretrizes da rede. Implementar políticas de educação socioemocional, inserindo no currículo práticas que desenvolvam: Autocontrole e autorregulação, Empatia,Comunicação não violenta e Resolução pacífica de conflitos.
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APARECIDA, SECRETÁRIA DE SAÚDEObservaçõespode atuar de forma preventiva, terapêutica e articuladora, contribuindo para o cuidado integral do adolescente e para a promoção de um ambiente escolar mais seguro.
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ALESSANDRO MATEUS, SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIALObservaçõesPoderá atuar de forma preventiva, protetiva e articuladora, contribuindo para a redução dos fatores que desencadearam o comportamento agressivo do estudante.
Realizar uma avaliação social da família, identificando possíveis fragilidades nos vínculos familiares, situações de conflito doméstico ou ausência de estratégias adequadas de resolução de problemas. Nesse caso, a intervenção da Assistência Social pode auxiliar na quebra desse ciclo de reprodução da violência. E, caso sejam identificadas situações mais graves, como violência doméstica ou violação de direitos, o caso poderá ser encaminhado para acompanhamento especializado, garantindo proteção integral ao adolescente. -
ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRASObservaçõesPode atuar de forma preventiva, protetiva e articuladora, contribuindo para a redução dos fatores familiares e sociais que influenciam o comportamento agressivo do estudante. Acolhimento e estudo social da família, buscando compreender a dinâmica familiar, os padrões de comunicação e possíveis situações de conflito ou vulnerabilidade que estejam impactando o comportamento do adolescente.
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CARLA, DIRETORA DO INSTITUTO DE INCLUSÃO EDUCACIONALObservaçõespode atuar de forma técnica, preventiva e formativa, contribuindo para a promoção da inclusão, da mediação de conflitos e do desenvolvimento socioemocional do estudante. Através de realização de uma avaliação pedagógica e socioemocional especializada. Caso sejam identificadas barreiras no processo de aprendizagem ou questões relacionadas à inclusão, o instituto pode orientar a escola na elaboração de um Plano de Atendimento Educacional Individualizado (PAEI) ou estratégias pedagógicas diferenciadas, favorecendo maior engajamento do estudante nas aulas e reduzindo comportamentos de oposição ou desinteresse.
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FERNANDA SANTOS, PSICÓLOGA DO CRASObservaçõesA profissional pode realizar acolhimento e escuta qualificada do adolescente e da família, buscando compreender :Como ele lida com frustrações, Quais modelos de resolução de conflito vivencia em casa, Se há sofrimento emocional relacionado à dinâmica familiar e Possíveis fatores de vulnerabilidade social.
A partir dessa escuta, a psicóloga pode inserir a família em programas específicos, que orientam e focam em práticas educativas não violentas, desenvolvimento de estratégias de regulação emocional e fortalecimento de vínculos afetivos.
Ela também pode organizar grupos socioeducativos para adolescentes, trabalhando temas como: Controle da impulsividade, Autoconhecimento, Respeito às regras... -
ALINE, SECRETÁRIA DE CULTURAObservaçõesPode atuar de forma preventiva, formativa e integradora, contribuindo para a redução de comportamentos agressivos e para a promoção de um ambiente escolar mais seguro. Desenvolver projetos culturais em parceria com a escola, oferecendo oficinas de teatro, música, dança, artes visuais e produção cultural. Essas atividades funcionam como instrumentos de expressão emocional e desenvolve o protagonismo juvenil, inserindo o jovem no meio e produzindo um sentimento de pertencimento que reduz comportamentos de oposição e enfrentamento à autoridade.
Equipamentos
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ESCOLAObservaçõesé o agente central e imediato de intervenção, pois é o espaço onde o conflito ocorreu e onde as ações preventivas e educativas devem ser consolidadas.
Primeiramente, a escola deve garantir a segurança da comunidade escolar, adotando medidas disciplinares previstas no regimento interno, assegurando que tenham caráter pedagógico e não apenas punitivo. -
CONSELHO TUTELARObservaçõeso Conselho Tutelar atua como agente intersetorial responsável por garantir a proteção integral do adolescente e a efetivação de seus direitos, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Diante do episódio de agressão, o Conselho Tutelar pode intervir quando houver indícios de situação de risco, negligência ou violação de direitos. -
CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)Observaçõespode atuar de forma preventiva, protetiva e articuladora, contribuindo para enfrentar as causas familiares e sociais que influenciam o comportamento agressivo do adolescente.
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CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS)Observaçõespode atuar de forma especializada no cuidado à saúde mental do adolescente, contribuindo para a compreensão e o manejo dos fatores emocionais e comportamentais que desencadearam a agressão.
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CAMPO DE FUTEBOLObservaçõeso campo de futebol é um importante espaço de socialização e fortalecimento de vínculos comunitários, podendo contribuir significativamente para a mudança de comportamento.
Se houver indícios de sofrimento psíquico mais intenso, o estudante pode ser encaminhado ao CAPSij (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil), que poderá: Avaliar possível transtorno ou desregulação emocional e oferecer atendimento psicológico e/ou psiquiátrico.
Vinculado ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o CRAS pode: realizar estudo social da família, orientar responsáveis sobre práticas educativas não violentas, acompanhar a família para reduzir conflitos domésticos e fortalecer vínculos familiares e comunitários.
O Conselho Tutelar: atua quando há indício de violação de direitos, aplica medidas de proteção, requisita serviços públicos necessários e garante a proteção integral do adolescente;
A Secretaria de Cultura contribui de forma preventiva ao: oferecer oficinas artísticas no contraturno, desenvolver projetos de protagonismo juvenil e fortalecer o sentimento de pertencimento.
A escola, como eixo articulador, deve coordenar essa rede integrada, envolvendo assistência social, saúde, cultura, Conselho Tutelar e Secretaria de Educação. Sendo fundamental a elaborar um Plano Individual Intersetorial, com metas claras de acompanhamento, definindo as responsabilidades de cada órgão e realizando reuniões periódicas para monitoramento do caso.
Conclui-se que a articulação intersetorial é essencial para que o enfrentamento da situação não seja apenas disciplinar, mas educativo, preventivo e protetivo, assegurando o desenvolvimento integral do adolescente