Solução Situação-problema 31
Maria de Souza, de 42 anos, é uma trabalhadora rural que não teve acesso à educação básica na infância devido à falta de escolas e à necessidade de trabalhar desde cedo para se sustentar e ajudar a família. Maria está matriculada na Educação de Jovens e Adultos (EJA) há quatro anos. Durante esse período, tem enfrentado dificuldades significativas para aprender a ler e escrever, o que a impede de avançar em seus estudos e alcançar uma melhor qualidade de vida. Apesar dos esforços dos professores e da dedicação de Maria, os progressos têm sido muito lentos, gerando frustração e desmotivação.
Maria vive no município de Santa Esperança, onde há poucas escolas e falta de recursos pedagógicos e equipamentos. Os cursos de EJA são oferecidos em horários que não são compatíveis com a rotina de trabalho dos adultos e há muitos moradores adultos analfabetos que sentem vergonha ou desmotivação em buscar educação.
De que forma a escola, em colaboração com agentes externos, pode implementar um programa de alfabetização de adultos eficaz, que atenda às necessidades de Maria e de outros estudantes, proporcionando horários flexíveis e recursos adequados para promover a aprendizagem e a motivação?


ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRAS

BANCO FINANCEIRO

CAMPO DE FUTEBOL

CENTRO COMUNITÁRIO

CASA DA MULHER
Rede intersetorial construída
Agentes
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ANTÔNIA, ASSISTENTE SOCIAL DO CRASObservaçõesO CRAS atuará como parceiro estratégico na busca ativa e na identificação de famílias em situação de vulnerabilidade social no território. Através do Cadastro Único (CadÚnico) e das visitas domiciliares realizadas pelas equipes técnicas (assistentes sociais e psicólogos), o CRAS consegue mapear os adultos e jovens que não concluíram os estudos ou que são analfabetos. Sua função é realizar o acolhimento dessas famílias, entender as barreiras socioeconômicas que impedem o acesso à educação e articular com a escola o encaminhamento dessas pessoas para turmas de EJA (Educação de Jovens e Adultos), garantindo que recebam também o apoio assistencial necessário para que não abandonem os estudos novamente. Os Agentes Comunitários de Saúde entram nas casas e também sabem quem não sabe ler ou escrever. Eles podem avisar o CRAS e a Escola. O agente que organiza as vagas. O papel dele é garantir que a escola tenha horários flexíveis para acolher essas pessoas que o CRAS encontrou.
Equipamentos
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BANCO FINANCEIROObservaçõesDeve ser selecionado se o problema envolver vulnerabilidade econômica, falta de microcrédito para empreendedores locais ou necessidade de bancarização da comunidade. É o suporte para viabilizar a autonomia financeira e a circulação de recursos no território.
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CAMPO DE FUTEBOLObservaçõesIdeal para situações que envolvem ociosidade juvenil, falta de lazer ou problemas de saúde pública relacionados ao sedentarismo. O esporte é uma ferramenta de inclusão social, redução da violência urbana e fortalecimento de vínculos comunitários entre jovens.
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CENTRO COMUNITÁRIOObservaçõesSelecione se a situação-problema exigir articulação social, falta de espaços para reuniões ou necessidade de cursos profissionalizantes. É um equipamento multifuncional que serve como ponto de encontro para a organização coletiva e a deliberação sobre melhorias para o bairro.
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CASA DA MULHERObservaçõesEssencial se o problema for a violência doméstica, desigualdade de gênero ou falta de suporte à saúde feminina. Este equipamento oferece acolhimento especializado, apoio jurídico e psicológico, sendo o pilar central para a proteção de direitos e o empoderamento das mulheres no território.
• Justificativa: É o elo mais próximo da realidade de Maria. Ele pode funcionar como uma extensão da sala de aula em horários flexíveis e locais mais acessíveis que a escola formal. O Centro Comunitário ajuda a desmistificar o \"medo da escola\", permitindo que moradores analfabetos se sintam em um ambiente familiar. Pode abrigar grupos de estudo e oficinas que conectam a alfabetização à prática da vida rural.
Casa da Mulher
• Justificativa: Fundamental para o apoio emocional e fortalecimento da autoestima de Maria. Muitas mulheres rurais carregam a sobrecarga do trabalho doméstico e do campo; a Casa da Mulher pode oferecer suporte psicológico para lidar com a frustração do aprendizado lento e garantir que Maria entenda que sua dificuldade não é incapacidade, mas fruto de uma dívida histórica do Estado. Além disso, pode oferecer creche/espaço infantil para que outras mulheres com filhos possam estudar.
Banco Financeiro (ou Cooperativa de Crédito Rural)
• Justificativa: Atua como o motor da motivação prática. Ao articular a alfabetização com o Banco, Maria pode ser incluída em programas de microcrédito ou assistência técnica rural que exijam a leitura de contratos e gestão de recursos. Ver a aplicação imediata da leitura na melhoria da sua renda e na gestão de sua produção rural é o maior incentivo para combater a desmotivação. A escola deixa de ser o único lugar de saber e passa a ser o centro de uma rede que remove os obstáculos físicos (distância), biológicos (saúde) e sociais (vergonha) que impedem o avanço de Maria.